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A culpa é minha?

Por Assad Frangieh

Imagina numa segunda-feira o pessoal chegar dentro de um centro cirúrgico e encontrarem um saco de lixo no meio do corredor. Imediatamente a enfermagem pede ao pessoal de limpeza comparecer, mas a turma está muito ocupada. A noite, o saco ainda está lá e o cirurgião reclama e avisa o diretor do hospital que chama a enfermagem que relata que o problema é do pessoal da limpeza, mas promete resolver. Durante o dia, alguém pisou e empurrou o saco de lixo e deixa de ficar à vista de todos. E assim vai, as cirurgias são realizadas e o saco de lixo continua ora no meio do corredor, ora atrás de uma porta e ora num canto qualquer. Especificamente ao lado da esterilização. De repente, alguém tropeça nele e o chuta abrindo mais um rasgo nele, enquanto outro empurra de lado de fora para fazer passar uma maca e assim vão passando os dias… até que um dia o saco de lixo vai parar bem embaixo e de repente alguém grita que acabou de chutar o saco e o lixo se espelhou…. Estamos todos ferrados!

De quem é a responsabilidade da infecção ter se espalhado pelo Hospital? De um determinado pessoal ou de todos? O que é mais importante julgar e punir? A enfermagem ou a todos? Ou primeiro vamos descobrir como o saco de lixo veio parar dentro do centro cirúrgico? É mais ou menos o que está acontecendo nas investigações do Porto de Beirute. É mais ou menos o que está sendo empurrado pela barriga por todos. É mais ou menos como a Verdade morre primeiro.

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