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Desculpe Colombo, os cananeus descobriram o novo mundo?

A Pedra da Paraíba, descoberta em 1872 na região de Pouso Alto da Paraíba, foi esculpida pela Paraíba. A pedra dividida em quatro partes não foi completamente recuperada, mas as inscrições nela foram copiadas, e essa cópia das inscrições foi enviada ao diretor do Instituto de História do Rio de Janeiro, e foi publicada pelo diretor do Museu do Brasil (Candido José) E aqui está a tradução do texto da Pedra da Paraíba:

Somos os cananeus de Sidon, a cidade do rei mercador. Chegamos a esta remota ilha de terra montanhosa. Oferecemos sacrifícios e acendemos incenso por ocasião do décimo nono aniversário da ascensão ao trono do rei Hiram. Paramos no Mar Vermelho. Viajamos em dez navios por dois anos pela África, depois nos separamos pela vontade do deus Baal e nossos amigos se afastaram de nós. Foi assim que chegamos aqui, éramos 12 homens e 3 mulheres na Ilha de Ferro e uma nova costa, o capitão dos marinheiros e os deuses certamente virão nos buscar.

Nós/Ben/Kanaan/
From/Sadn/Mahqart/H/Malik/F/Sahar/H/Shillek
nós
M/Yad/Baal/At/Haber/Na/H/Lm/Sin/M/
dez / matm / e / shalasht / nasham
você/morreu/astar
Hablaita/Alioun/M/ e Alayont/Yhanna

A palavra (Habilita), que denota misericórdia e piedade, ainda é usada em Aleppo. Na forma (Oh minhas cordas nele), significa lamentar e pedir misericórdia para alguém que foi afligido por uma calamidade. Quanto à palavra (Yahanna), permaneceu na palavra Hanan. O Sr. (Cyrus Gordon/Gordon) diz que o rei Hiram mencionado no texto é Hiram III, o que significa que a data de chegada ao Brasil remonta ao seu período por volta de 531 aC. Além disso, a referência ao “deus Baal” é o conhecido deus sírio da chuva, tempestades e fertilidade. Note-se também que a viagem cartaginesa no ano de 425 a. conseguiu chegar ao Brasil. O pesquisador (Yuri Liverato) confirma a presença do povo de Cartago também dentro do Brasil: é o documento conhecido como “Documento 512”, que foi recentemente traduzido do português antigo… e talvez dos hititas também…

O que Heródoto escreveu:
O Senado cartaginês aprovou uma lei – prevendo a pena de morte – para quem organiza ou realiza viagens ao outro lado do Oceano Atlântico, a fim de repetir essas viagens de pessoas e recursos e esvaziar a capital “… O pesquisador austríaco (Schwennhagen Ludwig Schwenhagen) conta que na região amazônica foram encontradas inscrições fenícias que continham referências a muitos dos reis de Sidon e Tiro… Ele acredita que os fenícios usaram o Brasil como base e deixaram, além da evidência física: uma tremenda influência linguística entre os nativos brasileiros nascidos nele.

Sem falar nas dezenas de peças de cerâmica encontradas no Novo Mundo que tinham escrita cuneiforme nelas… E o pesquisador Jerji Canaan confirma que: No dia em que os navios dos cananeus ancoraram no que hoje é chamado de América do Sul, chamaram a terra que chegaram: Brasil (Brasil). Os cananeus chegaram àquela terra e a batizaram com um nome que incluía em sua composição o adjetivo de alto poder, “El”. E o significado do nome: a terra aberta de “Eyl”, ou seja, a sem muros. Há também uma antiga metrópole libanesa na história, que leva o mesmo nome, que é Ferzol (Ferz El) no Vale do Bekaa.

** Alba (Barz El) corresponde a Alfa (Farz El) na língua cananéia.

1 Comentário
  1. As inscrições rupestres nas rochas de Ingá, na Paraíba, contribuíram indiretamente para a lenda da presença nos fenícios no Brasil.

    Segundo informações da arqueóloga Gabriela Martin, em sua obra Pré-História do Nordeste do Brasil, as inscrições rupestres de Ingá se “converteram”, na segunda metade do século XIX, em inscrições fenícias. Isso se deu, em parte, porque a grande autoridade em arqueologia no Brasil naquela época, Ladislau Netto, acreditou que isso pudesse ser verdade.

    Netto teve contato com uma suposta transcrição de inscrições fenícias que teriam sido encontradas por alguém chamado Joaquim Alves da Costa, no município de Pouso Alto, no vale do Paraíba, e enviadas ao Marquês de Sapucaí, diretor do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) na época.

    Sabe-se hoje que o município de Pouso Alto e Joaquim Alves da Costa jamais existiram e que as supostas inscrições fenícias eram, na verdade, as itacoatiaras de Ingá, referidas acima. Provavelmente alguém que conhecia o Marquês de Sapucaí e Ladislau Netto lhes enviou a transcrição de um texto fenício qualquer, sugerindo, de má-fé, que tivesse sido encontrado em rochas da Paraíba. Ladislau Netto havia estudado na Europa e foi aluno do grande arqueólogo Ernest Renan, especialista em arqueologia fenícia, o que dava ainda mais credibilidade à história da presença dos fenícios no Brasil.

    Entretanto, em 1875, num artigo intitulado “Inscrição Phenicia”, L. Netto admitiu que tinha sido vítima de uma fraude e reconhecia que não havia provas concretas sobre a presença de fenícios no Brasil.

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